27/07/2018 - 13:10 - 14:40 CO2j - Alimentação e Nutrição: Aspectos metodológicos |
24317 - CONCORDÂNCIA ENTRE PESO PRÉ-GESTACIONAL AUTORRELATADO E PESO AFERIDO NO PRIMEIRO TRIMESTRE DA GESTAÇÃO. THAÍS DE PAULO RANGEL - INJC/UFRJ, MÔNICA ARAÚJO BATALHA - INJC/UFRJ, ELISA MARIA DE AQUINO LACERDA - INJC/UFRJ, NATHALIA CRISTINA DE FREITAS COSTA - INJC/UFRJ, DAYANA RODRIGUES FARIAS - INJC/UFRJ, GILBERTO KAC - INJC/UFRJ
Apresentação/Introdução O peso pré-gestacional (PPG) autorrelatado ou o peso aferido no 1º trimestre gestacional podem ser usados no cálculo do ganho de peso gestacional, uma vez que o PPG medido raramente está disponível. Estudos sobre o uso do relato do peso são importantes no SUS, visto que 24% das gestantes brasileiras iniciam o pré-natal no segundo trimestre. Porém, não há estudos nacionais a este respeito.
Objetivos Avaliar a concordância entre o PPG autorrelatado e o peso aferido até 6ª, 8ª ou 14ª semanas do primeiro trimestre de gestação em mulheres brasileiras.
Metodologia Foi criado um banco combinado com dados de 4 coortes nacionais. O PPG autorrelatado foi comparado ao peso aferido até a 6ª, 8ª ou 14ª semana gestacional. A análise de concordância consistiu de: 1) comparação da diferença média entre peso autorrelatado e aferido entre subgrupos e estratificação posterior pelo índice de massa corporal (IMC) pré-gestacional e escolaridade; 2) determinação do coeficiente de correlação de Pearson, coeficiente de Lin e de correlação intra-classe (CCIC); 3) construção de gráficos de Bland e Altman; e 4) determinação do coeficiente Kappa ponderado para comparar a classificação do IMC pré-gestacional.
Resultados Os coeficientes apresentaram valores acima de 0,90 para todas as semanas gestacionais utilizadas (p-valor<0,001). Os gráficos de Bland e Altman apresentaram poucas observações fora dos limites de concordância. Os valores para o coeficiente Kappa ponderado também foram elevados (0,85 para 6ª, 0,86 para 8ª e 0,82 para 14ª semana, p<0,001). Observou-se redução nos valores dos coeficientes para mulheres sem excesso de peso e com escolaridade < 11 anos. Entretanto, todos os coeficientes permaneceram acima de 0,75. Os menores valores dos coeficientes ocorreram em mulheres com escolaridade < 9 anos de estudo, independente da semana gestacional avaliada.
Conclusões/Considerações Há alta concordância entre o PPG autorrelatado e o aferido no 1º trimestre gestacional, possibilitando o uso do primeiro quando não há PPG aferido. A influência de desvios no relato do peso sobre a classificação do IMC é pequena. O uso do peso autorrelatado pode ser uma vantagem considerando a indisponibilidade de peso aferido no primeiro trimestre gestacional.
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