47200 - INTERLOCUÇÃO ENTRE COMUNICAÇÃO E PRODUÇÃO DOS SENTIDOS DA SAÚDE: VOZES DE (RE)EXISTÊNCIAS PALOMA COELHO - FIOCRUZ MINAS, BERENICE DINIZ - FIOCRUZ MINAS, ROSE FERRAZ CARMO - FIOCRUZ MINAS, RAUL LANSKY - FIOCRUZ MINAS, ZÉLIA PROFETA - FIOCRUZ MINAS
Processo de escolha do tema e de produção da obra “Toda forma de ser” aborda histórias de mulheres e mães de crianças com microcefalia, mostrando como os danos e agravos provocados pelo zika vírus geraram vários desafios para o SUS, para a saúde coletiva e os direitos sociais. O cotidiano de amor, lutas e alegrias atravessa um tocante relato sobre a vida de três famílias, cenário em que as mulheres e mães emergem como atoras potentes. Já “Sobre vhivências”, aborda as histórias de três pessoas que relatam aspectos relacionados à vivência com HIV/AIDS, refletindo sobre a descoberta do diagnóstico, a dificuldade de aceitação e os desafios enfrentados no atendimento nos serviços de saúde, as dificuldades de adesão e continuidade do tratamento e da medicação, os estigmas que atravessam a experiência de viver com o vírus e as estratégias cotidianas adotadas nesse processo. Em diálogo com as histórias, o filme traz a performance de um ator que narra a experiência subjetiva da vivência com o HIV/AIDS.
Objetivos Este trabalho visa discutir a abordagem de temas relacionados à saúde por meio do cinema, refletindo sobre a potencialidade da linguagem audiovisual para comunicar e elaborar discursos sobre múltiplos sujeitos, vivências e lugares sociais. Se, por um lado, as experiências construídas imageticamente descortinam inúmeras desigualdades, por outro lado elucidam formas de (re)existência que emergem das práticas cotidianas, escapando às normas, estratégias e saberes institucionalizados. A partir de dois documentários produzidos em duas pesquisas realizadas pelo grupo de pesquisa Saúde, Educação e Cidadania, da Fiocruz Minas, pretende-se refletir sobre como a construção discursiva das histórias que os filmes retratam, ao trazer à tona as dificuldades, as lutas, os medos e preconceitos enfrentados, problematiza a concepção de direito à saúde.
Ano e local da produção 2023, Belo Horizonte.
Análise crítica da obra relacionada à Saúde Coletiva e ao tema do congresso Colocadas em primeiro plano, essas trajetórias evocam o protagonismo de sujeitos invisibilizados na constituição do campo da saúde, na construção de saberes e na elaboração de políticas públicas que considerem a sua existência e suas especificidades. O diálogo entre os dois filmes suscita reflexões acerca da possibilidade da interlocução entre comunicação e a produção de sentidos da saúde que, em consonância com os princípios do SUS possibilita a participação na elaboração de práticas comunicativas em/para a saúde. A circulação de vozes constituintes dos documentários representa uma possibilidade de promover debates públicos sobre temas de interesse, subsidiando a participação cidadã na concepção e implementação de políticas públicas.
Formatos e suportes necessários referentes à apresentação Computador, projetor e caixa de som. Será exibido um fragmento de cada filme, respeitando o tempo exigido pelo CT.
Breve biografia do autor Paloma Coelho é especialista em História da Cultura e da Arte (UFMG), mestra e doutora em Ciências Sociais (PUC Minas). Atualmente, é pesquisadora de pós-doutorado no grupo de pesquisa Saúde, Educação e Cidadania, da Fiocruz Minas. Atua em pesquisas com as temáticas de gênero, corpo e sexualidade; produção audiovisual, análise fílmica e métodos de pesquisa com cinema na saúde; saúde e território; redes sociais, capital social e saúde. Berenice Diniz é especialista em Saúde Pública (PUC Minas), Gestão de Políticas Públicas (UNICAMP), Comunicação e Informação em Saúde (Icict/FIOCRUZ), mestra em Ciências da Saúde (Icict/FIOCRUZ) e doutora em Saúde Coletiva (FIOCRUZ MINAS). Atualmente, é pesquisadora de pós-doutorado no grupo de pesquisa Saúde, Educação e Cidadania, da Fiocruz Minas. Atua em pesquisas com temáticas da saúde coletiva, comunicação e mobilização em saúde, violência no trabalho e participação e controle social no SUS. Raul Lansky é pesquisador e produtor de audiovisual, formado em Ciências Sociais (UFMG). Trabalha desde 2018 na produção e edição de material audiovisual para Fiocruz Minas, desde 2019 na produção e edição das criações audiovisuais da Mandaknega. É integrante e idealizador da brota.cria, realizadora dos curtas: Morde & Assopra Angu Recheado de Senzala. Rose Ferraz Carmo é mestre e doutora em Medicina Veterinária e pós doutora em Saúde Coletiva. Atualmente é analista em educação e pesquisa na Escola de Saúde Pública de MG e pesquisadora colaboradora no grupo de pesquisa Saúde, Educação e Cidadania, da Fiocruz Minas. Atua em pesquisas com as temáticas de vigilância em saúde, mobilização social, território e saúde; cuidado e saúde. Zélia Profeta é graduada em Farmácia pela UFMG, mestre em Biologia Celular e Molecular pela Fiocruz e doutora em Parasitologia pela UFMG. É Chefe de Gabinete da Presidência da Fiocruz, além de membro do Conselho de Economia da Saúde para Todos da OMS. Foi Diretora da Fiocruz Minas por dois mandatos (2013-2017 e 2017 a maio de 2021) e Vice-Diretora de Pesquisa, Inovação tecnológica e Laboratórios de Referência (2008-2012). Como pesquisadora vem atuando, nos últimos anos, nos seguintes temas: prevenção e controle com foco na mobilização social para o enfrentamento da dengue, zika e chikungunya, avaliação em saúde.
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